Estou vazio,
Como pessoas sem almas,
Como espetáculos sem palmas.
E tu não vês.
Estou ansioso,
Por ter toda a coragem,
Por transmitir uma mensagem.
E tu não vês.
Estou cansado,
Como no fim de uma corrida,
Esperar por ti numa avenida.
E tu não vens.
Estou triste,
Como se fosse uma desilusão,
Tenho partido o coração.
E tu não vês.
Estou desfeito,
Como uma bolacha esmigalhada,
Quero ir e não tenho estrada.
E tu não vês.
Estou mal,
Sem satisfazer o meu vício,
Por ti faço o sacrifício.
Por ti vivo este tormento,
Pelo nosso sentimento.
Rui Filipe Gomes*
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